“Neuziana, diz quer quer casar comigo,
mas não sabe do perigo,
que tem lá na Amazônia.
Lá tem mato!
Tem vida pura, calma e água fresca.
Sem os vícios da modernidade pra cabeça,
que o perigo é não voltar e ficar lá.
Eu falo assim, que eu sou do mato,
que eu tenho uma vida mansa.
De pé descalço, banho de rio,
chupando manga.
Que o mundo é diferente
para aquelas bandas de lá.
Aqui na Europa, é tudo lindo,
aqui tudo é de primeira.
Mas o glamour de ser artista
acho besteira.
Eu vou voltar pro mato
pra me desatualizar.”
