” Serviu-se, como sempre, do seu hábito de não pensar em nada de especial e, após tremendos esforços, conseguiu finalmente afogar a ideia de “tragédia” num mar de palavras vazias. Não se pode dizer que tivesse, de qualquer maneira, decidido isso conscientemente, mas recordou-se, de repente, da sua antiga fórmula favorita: “Não sei de nada! Não proíbo nada, nem autorizo nada!” – a que sempre recorrera em circunstâncias difíceis. E em breve pôs termo à confusão íntima que o tinha angustiado durante algum tempo. “
Saltykov-Schedrin, A família Golovliov
